DO PROTESTO AO SILÊNCIO: O PSD E A LINHA DE MUITO ALTA TENSÃO

Há seis anos, o PSD de Mondim de Basto declarou-se contra a construção da Linha de Muito Alta Tensão, alertando para o impacto irreparável na paisagem, no turismo e na vida das populações. Hoje, o mesmo PSD e o agora Presidente Bruno Ferreira, nada fazem para impedir a obra que avança a passos largos, deixando claro o contraste entre o que prometeram e o que fazem no poder.

Em 2018, durante a consulta pública para a construção da Linha de Muito Alta Tensão, o partido declarou publicamente a sua oposição ao projeto, e escreveram, entre outras coisas:

“O território sofrerá um impacto que jamais será susceptível de reparação, destruindo com uma só decisão um património natural de relevo mundial, um concelho, famílias e uma economia.”


O contraste é gritante. O mesmo PSD que, no passado, denunciava o “impacto irreparável” deste projeto, agora mantém-se sereno diante da sua execução. E o que temíamos está a tornar-se realidade: os efeitos negativos na paisagem do nosso concelho já são visíveis.

A “mais bela porta de entrada em trás-os-montes”, está a mudar. Quem chega  por Celorico, será recebido por uma linha a cortar a paisagem, desde o Rio Tâmega, à Sr.a da Graça. Mas o cenário não será melhor para os que chegam por Lamas d’Olo, quando a mesma linha, cortar a encosta desde a base do Monte Farinha, até ao Campo do Seixo. Que dizer das vistas do mais belo miradouro da região: no alto da Sr.a da Graça, será mais fácil orientar o olhar para Amarante, bastará seguir a Linha... de Muito Alta Tensão.  

As palavras do passado não bastam quando as ações do presente falham em cumprir aquilo que se prometeu. Mondim de Basto merecia mais. Merecia coerência, coragem e uma liderança que honrasse os compromissos assumidos com a sua população e o seu futuro.

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