Posts

Miradouro das Fisgas de Ermelo continua encerrado

Image
A melhoria das condições de visitação do miradouro das Fisgas de Ermelo, foi contratado no final de 2023 e  deveria estar concluída em junho de 2024, ainda a tempo do Verão desse ano. Hoje, sabemos que não ficará pronta nem no final do Verão de 2025. Na Reunião de Câmara de 10 de julho, os vereadores do PS confrontaram o executivo com o facto da obra estar neste momento a decorrer, tendo o prazo contratual, após sucessivas prorrogações, termina há meio ano. Em resposta, ficamos a saber que, finalmente, o executivo decidiu fazer o que lhe compete, e tentar encontrar uma solução. Já vem tarde!  Este será o segundo Verão com o miradouro inacessível. Não é admissível que uma obra que deveria ser concluída em 5 meses, se arraste há mais de 18. O miradouro das Fisgas é um dos principais pontos turísticos, e a situação em que se encontra, representa um claro prejuízo para a dinamização turística do nosso concelho. 

Rua da Guincheira e a falta de planeamento

Image
A Rua da Guincheira em Vilar de Viando, vai ser pavimentada, mas fica sem saneamento. Foi recentemente anunciado a adjudicação da pavimentação da Rua da Guincheira em Vilar de Viando. Poucos dias depois, foi apresentado em reunião de Câmara Municipal, o projeto para o alargamento da rede de saneamento no lugar de Vilar de Viando. Surpreendentemente, ou não, a Rua da Guincheira foi excluída do projeto, e fica por isso, sem rede de saneamento.   Sobreposição do projeto aprovado em Reunião de Câmara com o mapa de Vilar de Viando.  Foi recentemente anunciado o contrato de adjudicação para a pavimentação da rua da Guincheira, bem como algumas rua que com esta se cruzam, como a rua do Pombal, ficam excluídas deste projeto, e consequentemente da obra que venha a ser feita. Este é, um claro exemplo de falta der planeamento. É inadmissível, que tendo em curso o projeto, e dispondo das condições para a sua execução, esta obra de beneficiação não contemple já a rede de saneamento. N...

Loteamento da Tapada da Telha. Solução para jovens ou fonte de receita municipal.

Image
Desde o início da sua construção, que o loteamento da Tapada da Telha foi apresentado como um investimento que iria contribuir para a fixação de jovens famílias no nosso concelho, mas afinal, os lotes serão vendidos sem qualquer critério de preferência ou condicionantes, resultando assim, para a autarquia, num encaixe financeiro superior, abdicando do objetivo estratégico. O dinheiro voltou a "falar mais alto". Os melhores lotes, serão vendidos neste primeiro leilão, sem qualquer tipo de condicionante. Um qualquer investidor, poderá comprar um lote, não será obrigado a construir, e poderá revendê-lo quando bem entender. Um negócio legitimo, diga-se, que a opção do executivo PSD valida ao optar por esta via.  De recordar que a obra, projetada e adjudicada pelo executivo PS, se encontra concluída há já algum tempo. Julgava-se que o motivo para o atraso na disponibilização dos lotes, se prendia com a aprovação de um regulamento para o efeito. Surpreendentemente, há poucos dias, ...

Descontrolo orçamental, leva a corte em obras essenciais.

A pouco mais de 3 meses das eleições, o executivo PSD  apresentou uma revisão que revela o completo descontrolo orçamental que se vive atualmente na Câmara Municipal. Os investimentos em obras de prioridade discutível derrapam, ainda em fase de projeto, e em vez de ajustar os projetos ao dinheiro disponível, optam por cobrir as derrapagens com dinheiro da própria autarquia.  O descontrolo orçamental é evidente, por exemplo, em obras como o Centro dos Vinhos Verdes ou a Casa da Igreja. Duas obras que, se estima, vão custar, aproximadamente, 5 milhões de euros. Grande parte deste valor será suportado por fundos próprios da autarquia. Estes devaneios são, aliás, uma regra para este executivo. Assim tem sido com milhões para obras faraónicas, e tostões para obras essenciais. Para permitir lançar as referidas obras, foi necessário proceder a um reforço de aproximadamente dois Milhões de Euros. Como diz o povo, "empurram com a barriga" a despesa para anos vindouros. Mas tudo isto t...

Ignorância ou mentira deliberada? Projeto para "Casa da Igreja" não cumpriria o caderno de encargos do REVIVE.

Image
O Jornal Terras de Basto fez hoje notícia com a intervenção de Bruno Ferreira na última Assembleia Municipal. De acordo com a publicação, foi uma intervenção extensa e preparada para o momento. Foi uma autêntica encenação. Bruno Ferreira, sem argumentos para defender a intervenção das iniciativas que têm sido levadas a cabo para assegurar a preservação, decidiu encenar uma comparação: comparou o "seu" projeto para a Casa da Igreja, com um caderno de encargos elaborado no mandato anterior, que definia os critérios a cumprir por parte dos interessados no concurso do REVIVE. Disse Bruno Ferreira que o "seu" projeto cumpriria o caderno de encargos do REVIVE. É falso! Vejamos apenas alguns exemplos: Impressão da publicação do Jornal Terras de Basto a) Destaquemos desta declaração o respeito pela identidade do imóvel "nomeadamente a volumetria". Bruno Ferreira diz que cumpre. Pois bem, um dos maiores atentados ao património, resulta exatamente da ampliação da ca...

Em causa o futuro da Casa da Igreja

Image
A Casa da Igreja é um solar do século XVIII com grande valor patrimonial, tendo sido objeto de uma reabilitação marcante, liderada pelo arquiteto Fernando Távora, entre 1958 e 1961. O imóvel representa a arquitetura senhorial da época, em grande medida preservada durante a reabilitação. Exemplo disso são os tetos ou a capela. A importância da Casa da Igreja, para Mondim de Basto, reside na sua representação da arquitetura senhorial do século XVIII, consequentemente na identidade cultural do nosso concelho, e na intervenção de Fernando Távora, um dos mais destacados arquitetos portugueses do século XX, fazendo do imóvel uma peça única do património arquitetónico nacional. Prova desta importância histórica, e até científica, é o facto de esta ser referida em diversos arquivos respeitantes ao arquiteto Fernando Távora, mas também inventariada no Sistema de Informação para o Património Arquitectónico bem como no inquérito da arquitetura portuguesa do século XX. Nos últimos anos foi até al...

DO PROTESTO AO SILÊNCIO: O PSD E A LINHA DE MUITO ALTA TENSÃO

Image
Há seis anos, o PSD de Mondim de Basto declarou-se contra a construção da Linha de Muito Alta Tensão, alertando para o impacto irreparável na paisagem, no turismo e na vida das populações. Hoje, o mesmo PSD e o agora Presidente Bruno Ferreira, nada fazem para impedir a obra que avança a passos largos, deixando claro o contraste entre o que prometeram e o que fazem no poder. Em 2018, durante a consulta pública para a construção da Linha de Muito Alta Tensão, o partido declarou publicamente a sua oposição ao projeto, e escreveram, entre outras coisas: “O território sofrerá um impacto que jamais será susceptível de reparação, destruindo com uma só decisão um património natural de relevo mundial, um concelho, famílias e uma economia.” O contraste é gritante. O mesmo PSD que, no passado, denunciava o “impacto irreparável” deste projeto, agora mantém-se sereno diante da sua execução. E o que temíamos está a tornar-se realidade: os efeitos negativos na paisagem do nosso concelho já são visíve...